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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

PROBLEMAS SEXUAIS I


Herança animal predominante em a natureza humana, o instinto de reprodução da espécie exerce um papel de funda­mental importância no comportamento dos seres. Funcionan­do por impulsos orgânicos nos irracionais, expressa-se como manifestação propiciatória à fecundação nos ciclos orgâni­cos, periódicos, em ritmos equilibrados de vida.
No homem, face ao uso, que nem sempre obedece à fina­lidade precípua da perpetuação das formas, experimenta agres­sões e desvios que o desnaturam, tornando-se, o sexo, fator de desditas e problemas da mais variada expressão.
Face à sensação de prazer que lhe é inata, a fim de atrair os parceiros para a comunhão reprodutora, torna-se fonte de tormentos que delineiam o futuro da criatura.
Considerando-se a força do impulso sexual, no compor­tamento psicológico do homem, as disjunções orgânicas, a configuração anatômica e o temperamento emocional tornam-se de valor preponderante na vida, no inter-relacionamento pessoal, na atitude existencial de cada qual.
A sua carga compressiva, no entanto, transfere-se de uma para outra existência corporal, facultando um uso disciplina­do, corretor, em injunções específicas, que por falta de escla­recimento leva o indivíduo a uma ampla gama de psicopato­logias destrutivas na área da personalidade.
Com muita razão, Alice Bailey afirmava, diante dos fe­nômenos de alienação mental, que eles podem ser “... de na­tureza psicológica, hereditários por contatos coletivos e cár­micos”. Introduzia, então, o conceito cármico, na condição de fator desencadeante das enfermidades a expressar-se nas manifestações da libido, de relevante importância nos estu­dos freudianos.
O conceito, em torno do qual o homem é um animal sexu­al, peca, porém, pelo exagero.
Naturalmente, as heranças atá­vicas impõem-lhe a força do instinto sobre a razão, levando-o a estados ansiosos como depressivos. Todavia, a necessida­de do amor é-lhe superior. Por falta de uma equilibrada com­preensão da afetividade, deriva para as falazes sensações do desejo, em detrimento das compensações da emoção.
Mais difícil se apresenta um saudável relacionamento afe­tivo do que o intercurso apressado da explosão sexual, no qual o instinto se expressa, deixando, não poucas vezes, frus­tração emocional.
Passados os rápidos momentos da comu­nhão física, e já se manifestam a insatisfação, o arrependi­mento, os conflitos perturbadores...
A falta de esclarecimento, no passado, em torno das fun­ções do sexo, os mistérios e a ignorância com que o vestiram, desnaturaram-no.
A denominada revolução sexual dos últimos tempos, igualmente, ao demitizá-lo, abriu espaços de promiscuidade para os excessivos mitos do prazer, com a consequente des­valorização da pessoa, que se tornou objeto, instrumento de troca, indivíduo descartável, fora de qualquer consideração, respeito ou dignidade.
A sociedade contemporânea sofre, agora os efeitos da liberação sem disciplina, através da qual a criatura vive a ser­viço do sexo, e não este para o ser inteligente, que o deve conduzir com finalidades definidas e tranquilizadoras.
As aberrações se apresentam, neste momento, com cida­dania funcional, levando os seus pacientes a patologias gra­ves que alucinam, matam e os levam a matar-se.
A consciência deve dirigir a conduta sexual de cada indi­víduo, que lhe assumirá as consequências naturais.
Da mesma forma que uma educação castradora é respon­sável por inúmeros conflitos, a liberativa em excesso abre comportas para abusos injustificáveis e de lamentáveis efei­tos no psiquismo profundo.


Do livro: O Homem Integral – Divaldo Pereira Franco/Joanna Di Ângelis
imagem: pinupme2.blogspot.com

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

O SUAVE ENCANTAMENTO DE SERVIR

      
            Jesus deu o mais grandioso exemplo de respeito pelo trabalho.
            No período invernoso, em que as viagens e pregações tornavam-se mais difíceis, em razão da aspereza do clima, ele trabalhava regularmente na profissão que herdara de seu pai José, dignificando o labor que proporciona felicidade e progresso.
            Trabalhar, portanto, é orar, especialmente quando esse serviço ajuda a humanidade no seu crescimento intelecto-moral.

Do livro: Entrega-te a Deus     
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: atitudedojovemcristao.blogspot.com

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

HISTÓRIA - O Discípulo Impaciente

             
                Após uma exaustiva sessão matinal de orações no monastério de Piedra, o noviço perguntou ao abade:
                - Todas estas orações que o senhor nos ensina, fazem com que Deus se aproxime de nós?
                - Vou respondê-lo com outra pergunta – disse o abade. –Todas estas orações que você reza irão fazer o sol nascer amanhã?
                - Claro que não! O sol nasce porque obedece a uma lei universal!
                - Então, esta é a resposta à sua pergunta. Deus está perto de nós, independente das preces que fazemos.
                O noviço revoltou-se:
                - O senhor quer dizer que nossas orações são inúteis?
                - Absolutamente. Se você não acorda cedo, nunca conseguirá ver o sol nascendo. Se você não reza, embora Deus esteja sempre perto, você nunca conseguirá notar Sua presença.

Fonte: coluna Paulo Coelho – Jornal Diário da Região – 26/01/2014

São José do Rio Preto
imagem: carmelobarata.blogspot.com

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

CICLOTIMIA II

             
              Conserva o humor a toda dificuldade, entendendo que a vida sempre vai aprontar uma para o homem, mas é a finalidade dela! Ao não permitir que fiquemos estacionados na evolução, sempre aparece algo novo. Sorria e resolva. O que não for possível resolver com bom humor, comece ao menos solucionando com paciência.
                Podemos facilmente perceber que diante das dificuldades naturais da vida, vamos perdendo a propriedade de sorrir. Caminhamos com expressão fechada e tensa sendo que esta postura sempre agrava a situação. Se observarmos nossa maneira de se comportar durante a vida, veremos que quando estamos caminhando e encontramos alguém que vem em sentido contrário, se sorrimos para ele, a tendência é que a outra pessoa sorria também. Já, se apresentamos cara fechada, geralmente recolhemos daquele transeunte a mesma situação.
                Bem, se isso ocorre em parâmetros menores imagine nos maiores. Se até na vida física as pessoas reagem de maneira semelhante ao que oferecemos, podemos ver esta situação dilatada para as questões espirituais.
                Quando caminhamos e sorrimos para a vida ela sorri também, como resultado do mesmo processo natural encontrado aqui. E quando fazemos cara feia ao que ela nos oferece, sem mudar a oferta, ela age da mesma forma.
                Sem falarmos ainda no processo de atração espiritual, uma postura assentada na manutenção do bom humor nos preservaria das investidas malévolas dos espíritos menos felizes.
                Reaprenda a sorrir, a ser gentil e a não exigir que as outras pessoas pensem ou ajam como você. Dê para elas o direito de serem diferentes exigindo apenas de você mesmo que se comporte cada vez melhor. Afinal, de que vale a liberdade se não dermos às pessoas o direito de escolher serem o que quiserem.
                Ninguém cresce ou se desenvolve à força, nem amadurece antes do tempo. Preocupe-se com seu adiantamento apenas, pois é o único de sua responsabilidade direta.
                Leve a vida mais leve e confie sempre! Amigos adoráveis nos acompanham o tempo todo, sugerindo na intimidade de nossa consciência a opção pela vida acima de tudo. Que possamos oferecer à eles uma condição agradável ao nosso lado, como mostra de confiança no futuro e certeza da força do bem.
                Confia na vida e a vida, pela sabedoria  do acaso, confiará em você!


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago
imagem: nectantaurus.blogspot.com

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

CICLOTIMIA I

           
                Sem a necessidade de discussão, os problemas com nosso humor são responsáveis por grande parte das nossas queixas, principalmente as sem razão clara, ou seja, provenientes de acontecimentos que realmente ocorreram.
                Simplesmente ficamos de cara feia para os acontecimentos da vida e daí a diante tudo é uma catástrofe.
                A falta de humor corrói qualquer relacionamento até mesmo o íntimo, aquele que vem de nós para nós mesmos.
                A ciência definiu até uma terminologia específica para as pessoas que possuem uma variação expressiva de humor. Patologicamente são chamadas de ciclotímicos.
                Em psicologia, o indivíduo poderia ser definido como ciclotímico por possuir um temperamento sujeito a variações intensas de humor: alegria e tristeza, euforia e angústia, serenidade e tensão. Tem períodos de grande energia, confiança, exaltação, alternados com aflições. Muita disposição e iniciativas hoje; amanhã  temores e inibições.
                Esta instabilidade emocional expressa pelo humor é passível de tratamento como tudo, entretanto, cabe ao indivíduo reconhecer-se assim, ou seja, apenas poderemos ficar livres dos problemas que temos consciência que possuímos. Identificar esta alteração impõe a aquele que sofre a obrigação moral de buscar educar-se, afinal, um desequilíbrio desta natureza consome grande parte de nossa vitalidade.
                Muitas vezes, o acúmulo inconsciente de lixo mental serve de estímulo para estas variações, situações vividas e que, ao invés de resolvê-las dentro de nós, fazemos esquecer enquanto que, na verdade, elas prosseguem existindo e nos influenciando, surgindo nos momentos de menor vigilância.
                Se não ocuparmos nossos pensamentos com o que é respeitável, justo, puro, amável, carregaremos sempre conosco fantasmas emocionais, literalmente assombrando nossa casa mental. Liberte-se deles, resolva os problemas e os que estiverem além de suas forças, se é que alguma coisa está, confia em Deus.

(continua)

Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago
imagem: fraterluz.blogspot.com


domingo, 16 de fevereiro de 2014

BAIXA ESTIMA II

              
                Aprofundando nossas observações podemos considerar que a base de todo complexo de inferioridade inicia-se no materialismo, ou seja, na crença do nada.
                Quando cremos que tudo provém do acaso e que nada existe senão o que os olhos físicos conseguem visualizar, iniciamos em nós o processo de inferioridade. Criamos, a partir daí, um estilo de vida inconsciente, baseado em que não somos nada e, em nossas profundezas, consideramos ser o produto momentâneo do acaso. Rejeitamos a riqueza incomensurável de nosso mundo interior e do universo e não acreditamos na plenitude da Vida Mais Alta, porque desprezamos a Perfeita Ordem Divina. Ignoramos a essência sagrada que habita em nós e lutamos contra uma suposta má sorte, que nos fataliza a desgastar enorme quantidade de energia, por não reconhecermos as Leis Naturais que regulam tudo e todos.
                Voltaire escreveu: O acaso não é, não pode ser, senão a causa ignorada de um efeito desconhecido.
                Quando a pretensão e o orgulho tomam conta de nossos atos, nossa maneira de ser passa a fundamentar-se numa constante supercompensação negativa de nosso sentimento de inferioridade, por acreditarmos que somos, simplesmente, uma combinação fortuita da matéria.
                A criatura materialista precisa crer que é superior, para compensar sua crença na insignificância da existência ou na falta de sentido em que vive. O ser espiritualizado acredita que não é pior nem melhor do que os outros, porque percebe e age com seus sentidos voltados para a eternidade e sabe que cada pessoa é tão boa quanto pode ser, conforme seu grau evolutivo.
                No entanto, o materialista prossegue e sua jornada, crescendo e descobrindo que o caminho da felicidade é uma trilha que o leva para dentro de si mesmo e o conduz até a Fonte Verdadeira, libertando-o da prisão dos sentidos para a plenitude existencial.
                A providência primeira e essencial, para que possamos nos curar do sentimento de baixa estima ou inferioridade, é a convicção na imortalidade das almas e na pluralidade das existências, somada à crença de que somos seres espirituais criados plenos e completos, vivendo uma experiência humana com o objetivo de nos conscientizarmos dessa nossa plenitude inata. As providências seguintes a serem tomadas deverão ser reflexões sobre as causas de nossos sentimentos de inferioridade, o modo como foram adquiridos e as crenças que os motivaram.
                É essencial lembrar-nos de que sempre é possível alterar ou transformar nosso estilo de vida. Para tanto, não duvidemos de nossas aptidões e vocações naturais, nem questionemos, sistematicamente, nossas forças interiores, para obtermos autoconfiança, somente é preciso reivindicarmos, valorosamente, o que já existe em nós por direito divino.


Do livro: As Dores da Alma – Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed
imagem: docaminhodaluz.blogspot.com

sábado, 15 de fevereiro de 2014

BAIXA ESTIMA I

               
               Complexo de inferioridade consiste em conjunto de ideias que foram recalcadas no inconsciente da criatura em tenra idade, associadas às já existentes pelas experiências obtidas em vidas pretéritas. Ele age sobre a conduta humana, provocando sentimentos gratuitos de culpa, excessiva carga emotiva relacionada a pensamentos de baixa estima, frequente sensação de inadequação e constante frustração em decorrência da desvalorização da capacidade e habilidade pessoal.
                Para melhor entendimento de nossas considerações, definiremos o termo recalque ou repressão como um processo psíquico através do qual recordações, sentimentos, idéias e desejos inaceitáveis ou desagradáveis são excluídos da consciência, permanecendo apenas no inconsciente.
                As diversas existências da alma humana, adicionado ao da infância atual forma a real motivação que vai gerar nossas ações e atitudes. Somos, portanto, nós mesmos quem criamos nossas experiências, podendo assim modificarmos ou não os padrões de nossa vida.
                Em muitas ocasiões, as pessoas tentam compensar esse sentimento de inferioridade, adotando formas de viver em que exageram exaltam a própria personalidade. Tendência à arrogância, delírio megalomaníaco, preferência pala ostentação fazem parte do cortejo daqueles que possuem uma interiorizada depreciação de si mesmos.
                Todos n os acolhemos em nossa intimidade na apenas crenças individuais, mas também as que nos foram transmitidas pela família e pela sociedade em vários níveis. Desde um gesto, um olhar ou uma expressão corporal até formas de conduta ou de verbalização, todos nós assimilamos as crenças alheias através de uma comunicação que poderíamos denominar de contagiante.
                Muitas almas, devido à sua imaturidade espiritual, deixaram-se contagiar por crenças materialistas, no decorrer dos séculos e nos diversos lugares onde viveram. Aceitaram as doutrinas filosóficas que defendem o ceticismo e que atribuem como causa ou origem da vida as propriedades íntimas da matéria. São as crenças do acaso, que atribuem a tudo um acontecimento fortuito ou aleatório.
                Na questão 8 do Livro dos Espíritos, encontramos que seria um absurdo atribuir a formação primária a uma combinação fortuita da matéria, ou, por outra, ao acaso. A harmonia existente no mecanismo do universo revela um poder inteligente, o acaso é cego e não pode produzir os efeitos que a inteligência produz. Um acaso inteligente já não seria acaso.


Do livro: As Dores da Alma – Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed
imagem: patriciaadnet.com