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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


quarta-feira, 9 de março de 2016

TRAIÇÃO CONJUGAL E PERDÃO II

                Para efeito didático, resumiríamos da seguinte forma a sequência das abordagens, da mais imatura para as mais profundas:
1.       O outro é o culpado (o parceiro ou o amante).
Consequência não desejável: fixação na mágoa, no ódio, na vingança.
Abordagem desejada: perdão ao outro.
2.       Eu sou o culpado.
Consequência não desejável: fixação na culpa tóxica, autopunição.
Abordagem desejada: perdão a si mesmo.
                Aqui pode estar invertida a sequência acima, pois pode ser que, inicialmente, a pessoa se sinta culpada, para somente depois deslocar a culpa para os outros.
3.       Nós somos culpados.
Conseqüência não desejável: fixação no sofrimento como resultado do complexo culpa/mágoa.
Abordagem desejada: perdão a si e ao outro.
4.       Nós somos responsáveis.
Conseqüência não desejável: fixação na fuga, adiando a reparação.
Abordagem desejável: autoperdão e perdão ao outro, por meio da reparação responsável, consciente e lúcida.
                Com essa atitude diante da vida, culminamos por concluir que todos nós somos, no fundo, inocentes, imaturos, aprendizes da vida, fazendo ensaios evolutivos mais ou menos desengonçados, amadurecendo quando procuramos reparar, em nós e nos outros, os prejuízos causados nas nossas movimentações infelizes na vida.
                Necessário entender que a traição é uma atitude primeiramente da pessoa em relação a si mesma, uma vez que, antes de trair alguém, trai-se a si mesmo, pois há um compromisso de fidelidade para consigo próprio, em face da própria consciência. Primeiro, lesa-se a si mesmo, para depois se refletir na direção do outro, conseqüente e dialeticamente.
                Talvez por isso Jesus, ao propor o caminho da reparação, tenha asseverado: “Reconcilia-te”, fazendo menção à autorreconciliação, a fim de, posteriormente, como conseqüência imediata, se ir ao encontro do outro, quando complementa: “com o teu adversário”.


Fonte: CASAMENTO: A ARTE DO REENCONTRO – ALBERTO ALMEIDA
imagem: google

terça-feira, 8 de março de 2016

TRAIÇÃO CONJUGAL E PERDÃO I

                À medida que se aprofunda o conhecimento das almas humanas imbricadas na trama afetiva conflituosa da ruptura da fidelidade, mais se firma uma compreensão que nos inclina a atitudes de maior sensatez, capazes de nos autorizar a assumirmos posições mais ou menos ante os erros do amor.
                Inicialmente, ainda na presença do choque, procuramos o culpado: é o outro que traiu, ou aquele com quem ele caiu. Neles depositamos todas as emoções que emerge no clímax da nossa dor, tais como raiva, indignação, ódio, agressividade, outras... Podemo-nos fixar uma vida inteira nessa posição, imobilizando-nos no papel de vítima, guardando sentimentos de rancor, tristeza, ódio, revolta e... adoecendo.
                Se fizermos escolhas mais ricas para aprofundar o entendimento, vamos detectar que não é só o outro o culpado, simplesmente. Num movimento pendular, um dos cônjuges passa a se eleger como culpado: identifica que empurrou o outro para os braços de alguém, por meio de um conjunto de comportamentos negativos. Nessa hora, assume a culpa sozinho, e corre o risco de se fixar na posição da culpa tóxica, enveredando por descaminhos que seguem as etapas implacáveis do autojulgamento, da autocondenação e da autopunição. Às vezes, essa atitude vem antes daquela em que se foca num outro como o único culpado.
                Caso se decida a avançar na busca da verdade, registra que não há um só culpado – ele/ela ou eu – mas sim que são ambos culpados. Socializa, portanto, a causa da dor, e traz para a dimensão relacional o compartilhamento da culpa. Aqui podemos também nos fixar numa amargura interminável e improdutiva – infelizes para sempre!
                Contudo, num mergulho mai profundo em nossas consciências, percebemos qe não somos culpados, e sim responsáveis. Mudamos a maneira de atribuir significado à dor. Identificamos uma teia ancestral contribuindo, direta e indiretamente, para nossas decisões atuais.
                Por isso, passamos para a atitude da responsabilidade, ou seja, sem perder de vista o que está por trás, assumimos a nossa cota pelas escolhas que fazemos. Todavia, fazemos isso de uma forma amorosa, sem nos crucificarmos, tampouco sem nos isentarmos de encarar a parte que nos compete.
                Responsabilizar-se é a habilidade em dar resposta. Assim partimos para a reparação justa, naquilo que nos diz respeito, sem vitimização e sem a intoxicante culpabilização.
                Quando conseguimos colocar-nos nessa posição, aprendemos e crescemos com a dor, retirando da situação vivida tudo quanto a vida pode nos ensinar. Tornamo-nos mais maduros para continuar a nossa caminhada, seja recasando-nos após a reconciliação, seja restabelecendo uma nova parceria no futuro, se for o caso. Tudo isso, porém, em bases mais solidadas.


Fonte: CASAMENTO: A ARTE DO REENCONTRO – ALBERTO ALMEIDA
imagem: google

domingo, 6 de março de 2016

EM MATÉRIA AFETIVA

Sempre é forçoso muito cuidado no trato com os problemas afetivos dos outros, porque muitas vezes os outros, nem de leve, pensam naquilo que possamos pensar.

Os Espíritos adultos sabem que, por enquanto, na Terra, ninguém pode, em sã consciência, traçar a fronteira entre normalidade e anormalidade, nas questões afetivas de sentido profundo.

Os pregadores de moral rigorista, em assuntos de amor, raramente não caem nas situações que condenam.

Toda pessoa que lesa outra, nos compromissos do coração, está fatalmente lesando a si própria.

Respeite as ligações e as separações, entre as pessoas do seu mundo particular, sem estranheza ou censura, de vez que você não lhes conhece as razões e processos de origem.

As suas necessidades de alma, na essência, são muito diversas das necessidades alheias.

No que tange a sofrimentos do amor, só Deus sabe onde estão a queda ou a vitória.

Jamais brinque com os sentimentos do próximo.

Não assuma deveres afetivos que você não possa ou não queira sustentar.

Amor, em sua existência, será aquilo que você fizer dele.

Você receberá, de retorno, tudo o que der aos outros, segundo a lei que nos rege os destinos.

Ante os erros do amor, se você nunca errou por emoção, imaginação, intenção ou ação, atire a primeira pedra, conforme recomenda Jesus.


Fonte: Sinal Verde – Chico Xavier/André Luiz
imagem: google

sexta-feira, 4 de março de 2016

UMA REFLEXÃO SOBRE A NOVA ERA

                “Na casa de meu Pai há muitas moradas”.  Jesus
                O nosso planeta já passou por inúmeras mudanças ao longo dos tempos.
                Desde sua criação, tivemos constantes mudança, mas todas em torno de guerras, o forte mandando no mais fraco. Desde o início dos tempos, sempre tivemos o orgulho a vaidade e toda sorte de comportamentos não edificantes dominando o planeta.
                Tantos já falaram em destruição do planeta, já criaram tantos deuses, como também já acabaram com DEUS inúmeras vezes.
                De tempos em tempos a espiritualidade nos dá um conforto, nos impulsiona para frente com o envio de profetas, espíritos iluminados, cientistas e filósofos, ou seja, pessoas que nos mostram sempre a possibilidade de um mundo melhor.
                Tivemos Sócrates, Platão, Moisés, osso Mestre Jesus, Francisco de Assis, bem como tantos cientistas, poetas e outros desconhecidos para nos mostrarem que o Amor sempre vence e vencerá.
                No final do século XIX tivemos Kardec, com a implantação do espiritismo, nos apresentando um caminho, chamado por Jesus de O Consolador. Nesse momento nos foi mostrado que uma nova fase estaria por chegar.
                Passamos pela fase de planeta primitivo, onde reinava os clãs, as tribos, não existia qualquer espaço para a inteligência formal, nem sentimentos mais profundos. Nessa fase nós estávamos mais próximos da animalidade do que da racionalidade.
                Depois entramos na fase de mundo de expiação e provas, na qual vivemos ainda hoje. Um planeta de sofrimento, a ponto de nos dizer Jesus: “A felicidade não é desse mundo”. Um mas de ilusões e paixões, um planeta onde, já em plena atividade intelectual, ainda com comportamento animalesco, egocêntrico e dependente do material, em círculos contínuos de idas e vindas em sucessivas reencarnações expiatórias.
                A marcha da evolução não para, e nós estamos para adentrar a Nova Era, esse novo período, falado por muitos espiritualistas como sendo uma nova fase de evolução. Um novo momento, uma nova energia dando oportunidade para espíritos preparados começarem a reencarnar, dando ao nosso planeta uma outra dimensão. No entanto, como no dizer de Jesus, nem todos poderão participar desse banquete, somente aqueles que estiverem vestidos com a roupa nupcial. Esta roupa não seria uma evolução compatível com o novo estado de espiritualização do planeta? Não seria um posicionamento nosso dentro de padrões éticos e morais condizentes com o novo momento?
                Não significa que estaremos no terceiro milênio dentro de um paraíso, mas sim, numa nova fase: muito ainda a caminhar; ainda sofrimento, mas não nos moldes atuais; ainda lutas, mas não dentro de injustiças como aparentemente podemos ver. As lutas estarão num outro contexto de evolução. O espiritismo já vem anunciando há muito tempo o advento dessa nova era.
                A preocupação atual da humanidade tem sido o prazer momentâneo, a conquista tecnológica, a busca da disputa em todos os níveis. Isso ainda poderá nos levar a dolorosos processos cármicos. Está na hora de mudar o foco para algo maior, mais profundo em nossas vidas. O momento, então, precisa ser de reflexão, de busca interior para o profundo do ser. Momento de renovação.
                Aquele que estiver preparado, com profunda base moral no trabalho e na caridade, será o herdeiro dessa nova era. Seriam os espíritas? Ateus? Outra religião ou religiosos? Nada disso importa. Na verdade, serão “aqueles que fizerem a vontade de meu Pai”, como nos alertou Jesus.

Wagner Ideali

Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – março/2015
imagem: google

quinta-feira, 3 de março de 2016

TRANQUILIDADE

Cap. XXV – Item 9
1 – Comece o dia na luz da oração.
O amor de Deus nunca falha.
2 – Aceite qualquer dificuldade sem discutir.
Hoje é o tempo de fazer o melhor.
3 – Trabalhe com alegria.
O preguiçoso, ainda mesmo quando se mostre num pedestal de ouro maciço, é um cadáver que pensa.
4 – Faça o bem o quanto possa.
Cada criatura transita entre as próprias criações.
5 – Valorize os minutos.
Tudo volta, com exceção da hora perdida.
6 – Aprenda a obedecer no culto das próprias obrigações.
Se você não acredita na disciplina, observe um carro sem freio.
7 – Estime a simplicidade.
O luxo é o mausoléu dos que se avizinham da morte.
8 – Perdoe sem condições.
Irritar-se é o melhor processo de perder.
9 – Use a gentileza, mas de modo especial dentro da própria casa.
Experimente atender os familiares como você trata as visitas.
10 – Em favor de sua paz conserve fidelidade a si mesmo.
Lembre-se de que, no dia do Calvário, a massa aplaudia a causa triunfante dos crucificadores, mas o Cristo, solitário e vencido, era a causa de Deus.
André Luiz

Fonte: O Espírito da Verdade         
Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira
imagem: google

quarta-feira, 2 de março de 2016

PAZ

“Disse-lhes, pois, Jesus, outra vez: Paz seja convosco.” — (JOÃO 20:21)

Muita gente inquieta, examinando o intercâmbio entre os novos discípulos do Evangelho e os desencarnados, interroga, ansiosamente, pelas possibilidades da colaboração espiritual, junto às atividades humanas.
Por que razão os emissários do invisível não proporcionam descobertas sensacionais ao mundo?
Por que não revelam os processos de cura das moléstias que desafiam a Ciência?
Como não evitam o doloroso choque entre as nações?
Tais investigadores, distanciados das noções de justiça, não compreendem que seria terrível furtar ao homem os elementos de trabalho, resgate e elevação.
Aborrecem-se, comumente, com as reiteradas e afetuosas recomendações de paz das comunicações do Além-Túmulo, porque ainda não  se harmonizaram com o Cristo.
Vejamos o Mestre com os discípulos, quando voltava a confortá-los, do plano espiritual. Não lhe observamos na palavra qualquer recado torturante, não estabelece a menor expressão de sensacionalismo, não se adianta em conceitos de revelação supernatural.
Jesus demonstra-lhes a sobrevivência e deseja-lhes paz.
Será isso insuficiente para a alma sincera que procura a integração com a vida mais alta? Não envolverá, em si, grande responsabilidade o fato de reconhecerdes a continuação da existência, além da morte, na certeza de que haverá exame dos compromissos individuais?
Trabalhar e sofrer constituem processos lógicos do aperfeiçoamento e da ascensão. E que atendamos a esses imperativos da Lei, com bastante paz, é o desejo amoroso e puro de Jesus-Cristo.
Esforcemo-nos por entender semelhantes verdades, pois existem numerosos aprendizes aguardando os grandes sinais, como os preguiçosos que respiram à sombra, à espera do fogo-fátuo do menor esforço.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
imagem: google

terça-feira, 1 de março de 2016

LIBERAÇÃO II

                A reencarnação conduziu-te a um lar que consideras inadequado para o teu progresso, e que te faz sofrer. Talvez tu mesmo o hajas elegido para adaptar-se desde cedo ao processo reparador.
                Cada um se vincula aos seres de que necessita para a evolução. Permanecer, porém, ergastulado a esses eventos afligentes é atitude acomodatícia com o negativo e perturbador, quando se dispõe de valiosos meios para a libertação.
                Problemas existem para ser solucionados.
                Dificuldades são testes para desafiar os valores latentes do conhecimento, da capacidade de luta de cada um.
                Se preferes a autopiedade, ninguém te poderá ajudar.
                O ressentimento, o medo, a queixa, a reclamação do passado mais te farão dependente do acontecido, no qual inconscientemente te apoias a fim de não lutares pela restauração da paz e o logro da alegria.
                Não podes nem deves incorporar à existência os vaticínios danosos que te fizeram, as expressões chulas que te dirigiram, as frases deprimentes que te endereçaram, as agressões verbais, morais e físicas de que foste vítima. Isso já passou e não tens como fazer para que não houvesse sucedido. Desviar-lhes, porém, os efeitos daninhos, sim, cabe-te realizá-lo.
                Sabes que não és o de que te acusaram. Mas, se por infortúnio da tua fragilidade psicológica, incorporaste à personalidade as investidas aleivosas e te crês conforme te definiram, rompe as algemas e ensaia a tua libertação.
                És uma ganga bruta por lapidar. Se, exteriormente, a ganga é impura, tens no íntimo o brilho das estrelas, que te cumpre liberar.
                Começa agora o novo processo da tua vida.
                Dá-te a oportunidade de provar a ti mesmo quanto possuis e conseguirás produzir.
Experimenta o prazer de reconstruir o teu futuro e, de pronto, começarás a ser uma pessoa ditosa.

Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA
Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis      
imagem: google