domingo, 17 de maio de 2015
PROBLEMAS
Queridos amigos, mudei de endereço e não consigo que minha Internet seja instalada. Não sei quando conseguirei retornar à postar. Assim que possível retornarei. Muita paz!
quarta-feira, 15 de abril de 2015
ALFABETIZAÇÃO ESPIRITUAL: UMA OBRIGAÇÃO DE TODOS NÓS II
Obviamente, o curso do autodesenvolvimento espiritual
não e tarefa para apenas uma existência. Certamente continuará do lado de lá,
assim como em outras encarnações. Também não podemos imaginar que tal
aprendizado advirá exclusivamente de determinados cursos que venhamos a
frequentar. Eles podem, na melhor das hipóteses, ajudar em determinados
momentos, mas a maior parte desse processo de alfabetização ocorrerá mediante:
constantes e solitários exercícios de reflexão e meditação acerca das atitudes
tomadas no dia a dia; a busca incessante do autoconhecimento; a coragem para
enfrentar as sombras da personalidade; e a determinação para proceder tomando
sempre o bem como bússola. Paralelamente a esse esforço, o aluno deverá
voltar-se a Deus através da oração sincera e confiante a fim de que os seus
canais intuitivos captem sempre as melhores sugestões.
Não poderá abdicar também de mergulhar a sua atenção
em leituras edificantes, esclarecedoras, eivadas de sabedoria e experiências
humanas valiosas que lhe facultem condições de vislumbrar a dimensão antes
ignorada, isto é, a da vida espiritual. Pode-se prever que o bom aluno mudará
consideravelmente a sua percepção e conduta a partir daí. Os seus gostos, preferências
e aspirações sofrerão profundas mudanças, a sua sensibilidade no trato com os
semelhantes será amplificada, assim como dilatada a sua capacidade de
compreensão dos fatos e eventos, entre outros tantos benefícios. Com toda
certeza estará mais preparado para ouvir, dialogar e entender os companheiros
de jornada.
Muitas vezes o bom aluno ver-se-á envolvido numa
aparente solidão. Afinal, a sua gama de interesses e até mesmo objetivos
transmutam-se completamente. Mas é na quietude da alma que encontrará respostas
e conclusões para os mais importantes dramas existenciais. Concomitantemente,
compreenderá que deverá desenvolver os recursos da paciência, discernimento,
humildade, renúncia, emoções positivas, amor, fraternidade e tolerância –
algumas matérias, convenhamos, nem sempre lecionadas nas salas educativas da
Terra. O novo ser que emergirá dessa alfabetização dominará não apenas
pensamentos, emoções e poderosas forças interiores, mas estará apto a entender
e a cooperar de maneira mais incisiva na obra do Criador sendo uma criatura
melhor sob todos os aspectos e sentidos.
Anselmo Ferreira
Vasconcelos
Fonte: Jornal
Espiritismo Estudado – setembro/2014
imagem: google
terça-feira, 14 de abril de 2015
ALFABETIZAÇÃO ESPIRITUAL: UMA OBRIGAÇÃO DE TODOS NÓS I
A vida moderna nos impõe inúmeras obrigações e
deveres. Grosso modo, uma existência bem aproveitada implica em administrar com
proficiência problemas e dificuldades de toda sorte. Jesus – nosso modelo e
guia – e outros expoentes da espiritualidade convivem com labores altamente
complexos e desafiadores. Se o Pai Celestial trabalha, como asseverou o Mestre
outrora, “eu trabalho também” (João 5:17), deixando entrever a pesada carga de
responsabilidades advindas da sua sublime missão de educador dos corações humanos.
Portanto, não podemos, então, de nossa parte, esperar algo substancialmente
diferente. À medida que evoluímos mais deveres abraçamos. Uma força incoercível
nos compele a dar, entregar e a compartilhar mais de nós mesmos. Passamos a
perceber, enfim, que somos muito menos que uma gota – e estou sendo generoso –
do oceano.
No entanto, dada a nossa precariedade cognitiva e
considerando as paisagens de sofrimento e destruição que, infelizmente ainda,
caracterizam a Terra, temos a obrigação individual de nos autoiluminarmos para
transformá-la uma das belas moradas da casa do Pai. E tal desiderato não pode
ser atingido sem o esforço pessoal de nos alfabetizarmos espiritualmente. Dito
de outra maneira, a criatura humana necessita urgentemente educar a sua própria
alma. São raros aqueles que, concomitantemente às exigências da vida moderna –
onde sempre predominam as coisas de natureza material -, dão também atenção aos
assuntos de origem transcendental. Aliás, se tivéssemos a curiosidade de
averiguar quanto do nosso tempo é despendido em coisas ligadas à matéria ou de
importância duvidosa, ficaríamos estarrecidos.
De maneira similar, necessitamos dar mais atenção à
educação do espírito. Nós necessitamos aprender a desenvolver uma profunda
liberdade interior e consciência para nos tornarmos mais alertas
espiritualmente. A capacidade para espiritualidade está presente em todos os
seres humanos, mas necessita ser ativada e realizada. Isso significa que tem de
ser ensinada de algum modo, e isso requer novos enfoques para a educação
espiritual.
Anselmo Ferreira
Vasconcelos
Fonte: Jornal
Espiritismo Estudado – setembro/2014
imagem: google
segunda-feira, 13 de abril de 2015
CAMINHA ALEGREMENTE
Cap.
VIII – Item 1
“Tendo cuidado de que
ninguém se prive da graça de Deus e de que nenhuma raiz de
amargura, brotando,
vos perturbe e, por ela, muitos se contaminem.” – Paulo.
(Hebreus,
12: 15)
Raízes de amargura
existirão sempre, nos corações humanos, aqui e ali, como sementes de plantas
inúteis ou venenosas estarão no seio de qualquer campo.
Contudo, tanto quanto
é preciso expulsar a erva daninha para que haja colheita nobre e farta, é
indispensável relegar ao esquecimento os problemas superados e as provações
vencidas, para que reminiscências destruidoras não brotem no solo da alma,
produzindo os frutos azedos das
palavras e das ações infelizes.
Mãos prestimosas arrancarão
o escalracho, em torno da lavoura nascente, e atitudes valorosas devem extirpar
do espírito as recordações amargas, suscetíveis de perturbar o caminho.
Se alguém te trouxe
dano ou se alguém te feriu, pensa nos danos e nas feridas que terás causado a
outrem, muitas vezes sem perceber. E tanto quanto estimas ser desculpado,
perdoa também, sem quaisquer restrições.
Observa a sabedoria
de Deus na esfera da Natureza.
A fonte dissolve os
detritos que lhe arrojam.
A luz não faz coleção
de sombras.
Caminha alegremente e
constrói para o bem, porque só o bem permanecerá.
Seja qual for a dor
que hajas sofrido, lembra-te de que tudo amanhã será melhor se não engarrafares
fel ou vinagre no coração.
Emmanuel
Fonte:
O Espírito da Verdade
Francisco
Cândido Xavier - Waldo Vieira
imagem: google
domingo, 12 de abril de 2015
TEMPO DE CONFIANÇA
“E
disse-lhes: Onde está a vossa fé?” — (LUCAS 8:25)
A
tempestade estabelecera a perturbação no ânimo dos discípulos mais fortes.
Desorientados, ante a fúria dos elementos, socorrem-se de Jesus, em altos
brados.
Atende-os
o Mestre, mas pergunta depois:
—
Onde está a vossa fé?
O
quadro sugere ponderações de vasto alcance. A interrogação de Jesus indica
claramente a necessidade de manutenção da confiança, quando tudo parece obscuro
e perdido. Em tais circunstâncias, surge a ocasião da fé, no tempo que lhe é
próprio.
Se
há ensejo para trabalho e descanso, plantio e colheita, revelar-se-á
igualmente a confiança
na hora adequada.
Ninguém
exercitará otimismo, quando todas as situações se conjugam para o bem-estar. É
difícil demonstrar-se amizade nos momentos felizes.
Aguardem
os discípulos, naturalmente, oportunidades de luta maior, em que necessitarão
aplicar mais extensa e intensivamente os ensinos do Senhor.
Sem
isso, seria impossível aferir valores.
Na
atualidade dolorosa, inúmeros companheiros invocam a cooperação direta do
Cristo. E o socorro vem sempre, porque é infinita a misericórdia celestial, mas,
vencida a dificuldade, esperem a indagação:
—
Onde está a vossa fé?
E
outros obstáculos sobrevirão, até que o discípulo aprenda a dominar-se, a
educar-se e a vencer, serenamente, com as lições recebidas.
Fonte: CAMINHO,
VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO
XAVIER/EMMANUEL
imagem: google
sábado, 11 de abril de 2015
CAMINHOS PARA A CESSAÇÃO DO SOFRIMENTO VIII
No que tange aos meios para facultarem a cessação do
sofrimento, as ações meritórias, conforme já enfocadas, são preponderantes,
destacando-se aquelas inabituais, que caracterizam os temperamentos nobres, os
sentimentos abnegados.
Distinguir-se através dos gestos incomuns,
desconhecidos, é forma de buscar a iluminação mediante o concurso da realização
de tudo quanto internamente se conjuga para esse fim.
Quem acumula um tesouro tem em mente aplicá-lo em
finalidades específicas. Se portador de sabedoria, pensa em multiplicá-lo ao
tempo que o investe, escolhendo os empreendimentos mais rentáveis, seja do
ponto de vista econômico, assim como de retribuição emocional. Com essa atitude
promove o progresso, gera oportunidades de serviço e dignifica as vidas que
antes estavam sob a ameaça do desespero e da inutilidade.
Da mesma forma, os recursos espirituais e emocionais
elevados devem ser canalizados para as atividades incomuns, superiores, as
quais nem todos se atrevem realizar.
As ações incomuns variam desde os contributos
materiais valiosos, irrigados de amor e de ternura até os gestos
extraordinários do silêncio ante ofensas, do perdão às agressões e do esquecimento
do mal.
Todo aquele que dilui as forças negativas que teima
por obstruir-lhe o avanço, utilizando-se do detergente do amor, evita
contaminar-se, e se já visitado por elas liberta-se, fazendo com isso que
cessem as causas e desapareçam os sofrimentos.
O campo mental indefeso faculta eu as farpas do mal
aí proliferem, infestando a área com resíduos pestíferos, responsáveis por
males incontáveis.
A defesa, em relação aos fatores perniciosos, é
somente possível quando a irradiação de energias saudáveis vitaliza a
organização psíquica, que reflete as aspirações do espírito, resguardando-a das
agressões externas. Não gerando pensamentos destrutivos nem acumulando
vibrações perturbadoras de ódio, medo, ciúme, rancor, mágoa, concupiscência,
não se faz vítima dos conteúdos internos degenerativos.
Esse estado interior impulsiona aos atos incomuns
superiores, passo próximo da iluminação.
Somente iluminando-se o homem supera todas as dores;
erradicando-lhes as causas, resguarda-se de agressões destrutivas.
A iluminação resulta do esforço da busca íntima do
ser profundo, opção de sabedoria que é, em relação ao ego que prevalece no
mapeamento das aspirações humanas mais imediatas, portadoras de distúrbios
vitais e fragorosas derrotas na luta, que é a breve existência corporal.
O desenvolvimento da chama divina imanente em todos
os seres merece todos os sacrifícios e empenhos, a fim de que arda em todo o
seu esplendor, vencendo as teimosas sombras, que são a herança demorada das
experiências nas faixas primitivas do processo inicial da evolução.
A verdadeira iluminação promove o homem que,
superando as contingências-limite da estância carnal, anula todas as causas de
sofrimento, fazendo-as cessar. Já não necessita da dor para alcançar metas,
pois o amor lhe constitui a razão única do existir, em sintonia com o
pensamento divino que o atrai cada vez com mais vigor para a meta final.
Fonte: PLENITUDE
Divaldo Pereira
Franco/Joanna de Ângelis
imagem:google
sexta-feira, 10 de abril de 2015
CAMINHOS PARA A CESSAÇÃO DO SOFRIMENTO VII
Porque se fantasia a existência terrena com quimeras
e sonhos, a realidade, desfazendo essa imagem infantil, leva ao sofrimento
todos aqueles que, imaturos, confiaram em demasia na transitoriedade das formas
e da apresentação física, das promessas de afeto imorredouro e de fidelidade
perpétua, de alegria sem tristeza e meio-dia sem crepúsculo no fim da jornada.
Assim, a morte da ilusão fere aqueles que lhe confiaram
a existência, entregando-se-lhe sem reserva, sem precaução.
A ilusão é, pois, anestésico para o espírito.
Certamente, algo de fantasia emoldura a vida e dá-lhe
estímulo. Entretanto, firmar-se nos alicerces frágeis da ilusão, buscando aí
construir o futuro, é pretender trabalhar sobre areia movediça ou solo
pantanoso coberto por água tranquila apenas na superfície.
Há quem postergue a realidade, evitando-a, para não
sofrer. E existem aqueles que pretendem apoiar-se no realismo rude, que não
passa, muitas vezes, de outra forma errônea de ilusão.
A consciência da realidade resulta da observância dos
acontecimentos diários, da transitoriedade do chamado mundo objetivo e de uma
análise tranqüila e lúcida a respeito do que é verdadeiro em relação ao aparente,
do essencial ao secundário, e sucessivamente.
A compaixão por si mesmo – amor a si próprio –
faculta a visão realista, sem agressão, dos objetos da existência terrena,
impulsionando a compaixão pelo seu irmão – amor ao próximo – solidarizando-se com a sua luta e dando-lhe a mão amiga, a fim de
sustentá-lo ou erguê-lo para que prossiga na marcha.
Essa atitude, ao invés de produzir uma postura
pessimista, cética, amargurada, resultante da morte da ilusão, alenta e
engrandece, dando sentido e significado a todos os acontecimentos.
Por isso, a compaixão se torna fator que faz cessar
os sofrimentos, como resultado natural dos outros passos, partindo da emoção
para a ação.
Apresenta-se, então, no painel do comportamento, a
necessidade de agir com inteireza, com abnegação, transformando os propósitos
mantidos em realização enobrecedora.
Todas as experiências humanas constituem formas de
amadurecimento da criatura. Algumas decorrem dos deveres imediatos e são comuns
a todos, constituindo a sua vivência um fenômeno natural, sem o qual se
experimenta inevitável alienação, com todas as suas conseqüências perniciosas.
O fato de participar do contexto social, mesmo que
sem gestos incomuns ou de arrebatamento, equipa o indivíduo com recursos
emocionais que lhe trabalham a existência, aformoseando-a com estímulos
crescentes para o seu prosseguimento.
(continua)
Fonte: PLENITUDE
Divaldo Pereira
Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google
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