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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


quarta-feira, 15 de julho de 2015

PREOCUPAÇÕES

Não se aflija por antecipação, porquanto é possível que a vida resolva o seu problema, ainda hoje, sem qualquer esforço de sua parte.

Não é a preocupação que aniquila a pessoa e sim a preocupação em virtude da preocupação.

Antes das suas dificuldades de agora, você já faceou inúmeras outras e já se livrou de todas elas, com o auxílio invisível de Deus.

Uma pessoa ocupada em servir nunca dispõe de tempo para comentar injúria ou ingratidão.

Disse um notável filósofo: "uma criatura irritada está sempre cheia de veneno", e podemos acrescentar: "e de enfermidade também".

Trabalhe antes, durante e depois de qualquer crise e o trabalho garantirá sua paz.

Conte as bênçãos que lhe enriquecem a vida, em anotando os males que porventura lhe visitem o coração, para reconhecer o saldo imenso de vantagens a seu favor.

Geralmente, o mal é o bem mal‐interpretado.

Em qualquer fracasso, compreenda que se você pode trabalhar, pode igualmente servir, e quem pode servir carrega consigo um tesouro nas mãos.

Por maior lhe seja o fardo do sofrimento, lembre‐se de que Deus, que
aguentou com você ontem, aguentará também hoje.


Fonte: Sinal Verde – Chico Xavier/André Luiz
imagem: google

terça-feira, 14 de julho de 2015

COMO ACABAR COM A VIOLÊNCIA E A CRIMINALIDADE? II

                A criminalidade só avança onde morre o amor e nasce o egoísmo. Lá, no Livro dos Espíritos, já está escrito que “numa sociedade organizada segundo a Lei do Cristo ninguém deve morrer de fome” (questão 930). O sistema que aí está, asseado na globalização da economia, do consumo e da miséria, empurra os excluídos na vala da violência sistêmica. A soma competição/ambição/egoísmo, dá como resultados o crime, a violência, a miséria. Enquanto algumas igrejas se perdem na vinda de milagres, transformando o pão da caridade em pisos de mármore de templos suntuosos, adolescentes de dez ou onze anos, para ter seus celulares da moda, integram-se ao tráfico de drogas.
                Já ciente de que o progresso material levaria a humanidade ao estágio atual, Kardec, na questão 919, de O Livro dos Espíritos, perguntou aos Benfeitores Espirituais sobre “qual o meio prático mais eficaz que tem o homem de se melhorar nesta vida e de resistir à atração do mal?”, ao que os mentores espirituais responderam: “Um sábio da Antiguidade vo-lo disse: Conhece-te a ti mesmo”. Ainda no Pentateuco espírita, vamos encontrar em A Gênese, no capítulo XVIII, outros tantos importantes ensinamentos sobre os graves momentos que ora enfrentamos. Kardec antevê de que passaríamos por momentos de mudanças no mundo, quando afirma que não mais as entranhas do planeta se revolveriam, “mas as entranhas da humanidade”, conforme descrito no item 7 do referido capítulo. Isto, quer dizer que a solução está no íntimo de cada criatura, interior que deve ser modificado, transformado, tocado realmente pelos ensinamentos e vivência dos ensinos de Jesus, iluminados pelos esclarecimentos da Doutrina Espírita.
                Acabar com a criminalidade, extinguir a violência, são atos muito profundos, que jamais serão responsabilidades de parlamentares e governantes. São tarefas nossas, intransferíveis, estabelecendo o Evangelho de Jesus como o Grande Roteiro de nossas almas, de nossas vidas. O amor que nos foi ensinado pelo Mestre é o único leme seguro para reajustar o barco do mundo nos mares dos vícios e dos erros é preciso readquirir forças para combater nossas tendências inferiores, a fim de que possamos deixar nascer em nós o homem novo, a fim de que sejamos a luz da candeia para arrebanhar no caminho do bem os espíritos que caminham conosco. Só assim, transformaremos a Terra na morada do Bem, do Amor e da Paz, na transição para o mundo de regeneração.

Orlando Ribeiro

Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – setembro/2014
imagem: google

segunda-feira, 13 de julho de 2015

COMO ACABAR COM A VIOLÊNCIA E A CRIMINALIDADE? I

                Com a chegada do período eleitoral, por certo, ouviremos centenas de candidatos apresentarem ou defenderem propostas miraculosas para acabar com a criminalidade e a violência. Construção de mais presídios, redução da maioridade penal, mudanças no Código Penal, aumento do efetivo policial, unificação das policias e por aí afora. Algumas propostas contribuiriam para uma melhoria? Claro, mas longe estão de resolver a situação. O Brasil (e o mundo) precisa mesmo é de uma revolução... Revolução Moral. A verdade mais antiga é: não se muda o mundo, se o homem não muda. É esse momento histórico que coloca a Doutrina Espírita no frontispício da mudança, quando se atesta que Kardec codificou um conjunto de leis e princípios destinado a mostrar à Humanidade que somente seguindo os ensinamentos do Mestre Jesus se poderá alterar o panorama do mundo. É chegada a hora de reconhecer o Consolador, a nova revelação prometida por Jesus. Mais do que nunca, a escalada da violência aponta na direção da urgente reforma espiritual: ou o homem aprende a ser solidário, fraterno, enfim, a amar, ou caminharemos de volta para os mundos infelizes de onde viemos, um dia.
                Hoje, nosso caminhar está pesado, difícil. O orgulho e a cupidez nos aprisionam nos valores terrenos. Precisamos refazer o caminho, pensar no ser espiritual que habita nosso corpo. A doutrina espírita é clara ao afirmar que a evolução moral do homem caminha no sentido do desapego material e isso promove a diminuição da densidade do perispírito. A transformação moral do home, que significa a adoção da ética do amor no coração de cada indivíduo, haverá de tornar o mundo menos material, menos denso. O antigo político e humanista francês Jean Jaurès, antevia a necessidade de mudanças em um de seus livros, quando afirmava “o que me aflige na sociedade presente não são só os sofrimentos materiais que um melhor regime poderá abrandar; são as misérias morais que desenvolvem o estado de luta e uma monstruosa desigualdade, uns são escravos de sua fortuna como outros são escravos da sua pobreza, em cima como embaixo, a ordem social atual faz apenas escravos, pois não são homens livres estes que não tem nem o tempo, nem as forças de viver para as partes mais nobres do seu espírito e da sua alma”. (Ideias Sociais Espíritas, Cleusa Colombo, 1998:93)
                Outro fio condutor da afirmação também está presente nos escritos de Leon Denis, quando este defende que o objetivo do espiritismo é a transformação estrutural da sociedade, a partir da reforma do homem, para que não haja mais classes em conflito a alimentar a competição sistêmica. Ele afirma, sem sofismas, que “para colocar um freio às paixões violentas, às cobiças furiosas, a todos os baixos instintos que entravam o progresso social, não é preciso apelar para a inteligência e a razão, é preciso, sobretudo, falar ao coração do homem, ensiná-lo a reconhecer a finalidade real da vida, seus resultados, suas consequências, suas responsabilidades, suas sanções”. (Socialismo e Espiritismo, Léon Denis, 1982:51) É preciso evangelizar, difundir as verdades espirituais, propagar Jesus. Isso é que mudará o Brasil e o mundo.

(continua)

Orlando Ribeiro

Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – setembro/2014
imagem: google

domingo, 12 de julho de 2015

FAZENDO SOL

Cap. V – Item 18
Amanheceste chorando pelos que te não compreendem.
Amigos diletos rixaram contigo.
Nos mais amados, viste o retrato da ingratidão.
Aspiravas a desentranhar o carinho nos corações queridos, com a pureza e a simplicidade da abelha que extrai o néctar das flores sem alterá-las, e, porque não conseguiste, queres morrer...
Não te encarceres, porém, nos laços do desespero.
Afirmas-te à procura do amor, mas não te recordas daqueles para quem o teu simples olhar seria assim como o sorriso da estrela, descerrado nas trevas.
Mostram a cabeça encanecida, à feição de nossos pais, são irmãos semelhantes a nós ou são jovens e crianças que poderiam ser nossos filhos... Contudo, estiram-se em leitos de pedra ou refugiam-se em antros, fincados no solo, quais se fossem proscritos atormentados.
Não te pedem mais que um pão, a fim de que lhes restaurem as energias do corpo enfermo, ou uma palavra de esperança que lhes console a alma dorida.
Não percas o tesouro das horas, na aflição sem proveito.
Podes ser, ainda hoje, o apoio dos que esmorecem, desalentados, ou a luz dos que jazem nas sombras; podes estender o cobertor agasalhante sobre aqueles a quem a noite pede perdão por ser longa e fria, aliviar o suplício dos companheiros que a moléstia carcome ou dizer a frase calmante para os que enlouqueceram de sofrimento...
Sai, pois, de ti mesmo para conhecer a glória de amar!...
Perceberás, então, que a existência na Terra é apenas um dia na eternidade, aprendendo a iluminá-la de amor, como quem anda fazendo sol, nos caminhos da vida, e encontrarás, mais tarde, em cânticos de alegria, todos aqueles que te não amam agora, amando-te muito mais, por te buscarem a luz no instante do entardecer.

Meimei

Fonte: O Espírito da Verdade         
Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira
imagem: google

sábado, 11 de julho de 2015

A REGRA ÁUREA

“Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” — Jesus. (MATEUS, capítulo 22, versículo 39.)

Incontestavelmente, muitos séculos antes da vinda do Cristo já era ensinada no mundo a Regra Áurea, trazida por embaixadores de sua sabedoria e misericórdia. Importa esclarecer, todavia, que semelhante princípio era transmitido com maior ou menor exemplificação de seus expositores.
Diziam os gregos: “Não façais ao próximo o que não desejais receber dele.”
Afirmavam os persas: “Fazei como quereis que se vos faça.”
Declaravam os chineses: “O que não desejais para vós, não façais a outrem.”
Recomendavam os egípcios: “Deixai passar aquele que fez aos outros o que desejava para si.”
Doutrinavam os hebreus: “O que não quiserdes para vós, não desejeis para o próximo.”
Insistiam os romanos: “A lei gravada nos corações humanos é amar os membros da sociedade como a si mesmo.”
Na antiguidade, todos os povos receberam a lei de ouro da magnanimidade do Cristo.
Profetas, administradores, juízes e filósofos, porém, procederam como instrumentos mais ou menos identificados com a inspiração dos planos mais altos da vida. Suas figuras apagaram-se no recinto dos templos iniciáticos ou confundiram-se na tela do tempo em vista de seus testemunhos fragmentários.
Com o Mestre, todavia, a Regra Áurea é a novidade divina, porque Jesus a ensinou e exemplificou, não com virtudes parciais, mas em plenitude de trabalho, abnegação e amor, à claridade das praças públicas, revelando-se aos olhos da Humanidade inteira.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
imagem: google

sexta-feira, 10 de julho de 2015

ALTRUÍSMO VII

                Por fim, após a vivência desses variados itens, a sabedoria se instala na mente e no coração do homem, libertando-o da ignorância, apontando-lhe o objetivo real da existência corporal, impulsionando-o para novos tentames, cada vez mais sedutores e agradáveis, brilhando à frente.
                Confunde-se a sabedoria com o conhecimento intelectual, o burilamento da mente, a fixação da cultura que, apesar de valiosos, são uma conquista horizontal.
                Torna-se indispensável que, ao lado dessa importante aquisição, o sentimento lúcido e profundo do amor se torne a grande vertical do processo evolutivo.
                Essa conquista vertical é a responsável pelo discernimento de como agir, facultando os recursos lógicos para tal, ao mesmo tempo dilcificando pelo afeto a aspereza ocasional do processo de execução.
                A sabedoria faz que o amor seja prudente e um sentimento generoso, doador, altruístico, evitando que se entorpeça com as manifestações do pieguismo, que disfarça os esquemas do ego enfermo. Simultaneamente, proporciona ao intelecto a serena percepção de que à razão se deve unir o sentimento humano, sereno e afável, responsável pelo arrastamento das pessoas.
                O sábio reconhece a área extensa que tem diante dele para ser conquistada, e vive mais do que fala, ensina mais pelo exemplo do que pelas palavras.
                Quando são desenvolvidos os passos que contribuem para o altruísmo e se adquire sabedoria, ilumina-se o espírito, e a vida ganha sentido, superando-se os limites de tempo e espaço, face à grande meta que se deve conquistar.
                Os sofrimentos cedem, então, lugar à paz. Porque desaparecem os fatores cármicos, vencidos pelas novas ações libertadoras, e, porque ao sejam geradas causas atuais negativas, o futuro não se desenha sombrio nem ameaçador. Assim, o altruísmo viceja na mente e no coração, não sendo mais o homem quem vive e sim o Cristo que nele passa a viver, conforme acentuou Paulo e o sentiram outros mártires, heróis e sábios de todos os tempos, que se entregaram ao altruísmo em favor da humanidade.

Fonte: PLENITUDE         
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

quarta-feira, 8 de julho de 2015

ALTRUÍSMO VI

                Outro fator essencial ao altruísmo é a concentração nele, sem cujo contributo a mente se desvia, abrindo brechas para que se instalem idéias pessimistas, desanimadoras.
                Centralizar o pensamento na ação altruística permite o estabelecimento de um programa eficiente, graças ao qual se delineiam técnicas e se logram recursos para executá-la.
                A concentração amplia os horizontes enquanto fortalece o íntimo, por facultar o intercâmbio de energias superiores que passam a vitalizar o indivíduo, renovando-lhe as forças quando em exaurimento, especialmente no mister altruístico.
                Desacostumados aos gestos de elevação, os homens reagem contra eles, tornando-se agressivos e ingratos, para reconhecerem os resultados positivos só posteriormente. Essa atitude não poucas vezes desanima as pessoas abnegadas e menos preparadas, que recuam ou desistem, porque não buscaram o apoio da meditação e deixaram-se intoxicar pelo bafio pestilento em expansão.
                Meditando-se, percebe-se a necessidade de maior contribuição altruística e sacrificial, compreendendo-se que a imensa carência de amor responde pela dureza dos sentimentos, e a agressividade predominante atesta a gravidade das doenças morais em desenvolvimento nas criaturas.
                A meditação amplia a visão a respeito do mal, ao tempo em que equipa o homem de lucidez, fornecendo-lhe os instrumentos próprios para cuidar desse adversário cruel.
                A arte da concentração é uma conquista valiosa e demorada, que exige cultivo e exercício, a fim de responder de maneira eficiente às necessidades emocionais do homem.
                Habituado a concentrar-se nos fenômenos que decorrem das paixões ou sensações mais fortes, tais como o desejo, o ciúme, o ódio, o ressentimento, a sensualidade, a gula, os vícios em geral, quando se trata das aspirações mais elevadas e sutis, o indivíduo justifica-se com escusas de que não consegue concentrar-se, que lhe falta capacidade para deter-se no assunto, exclusivamente por comodidade mental ou porque prefere fugir às responsabilidades que advêm da mudança de programa.
                Sem o contributo da concentração quaisquer atividades perdem o brilho e são mal executadas. É ela que propicia o enriquecimento dos detalhes, a visão particular e geral do empreendimento, revigorando o indivíduo, concedendo-lhe lucidez e inspiração.
                Todos os grandes realizadores devem à  concentração, ao esforço e à paciência o êxito que alcançaram. Esqueciam-se de tudo, quando fixados no propósito de algo realizar.
                Certamente, a tenacidade com que se mantinham era resultado da experiência que se alongava no tempo, propiciando-lhes a capacidade crescente de se afastarem mentalmente de quaisquer outros objetivos, fixando-se na ação a que se entregavam.
                A concentração ilumina o altruísmo e revigora-o nos momentos difíceis, por facultar compreender as circunstâncias dos acontecimentos e os problemas nos quais as pessoas se emaranham. Capacita-o com energia especial e irradia-se em ondas de bem-estar, que impregnam todos quantos se aproximam da pessoa que a exercita. E quanto mais o faz, tanto maior se lhe torna a capacidade de exteriorização. É, portanto, essencial ao altruísmo, propiciando a anulação das causas do sofrimento, por facultar a vigência dos sentimentos elevados da vida em plena realização do bem.

(continua)

Fonte: PLENITUDE         
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google